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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pijama Show -Rádio Atlântida 09.12.2009


Oi pessoal, na verdade não seria bem dia 09, pois o programa começou as 00.e algo, o que nos colocaria no dia 10...mesmo assim, super marcante a presença da dupla DH na rádio.



Pijama Show 10/12/09: http://www.4shared.com/file/169898081/b408a6a/Atlntida_FM__POA__-_Rdios_ao_v.html



  • Entrevista do Humberto Gessinger e Duca Leindecker no Pijama Show da Atlântida para divulgação do Pouca Vogal

    Na última terça-feira (09.12.2009) Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Duca Leindecker (Cidadão Quem), que juntos formam a banda Pouca Vogal, foram aos estúdios da Rádio Atlântida divulgar seu trabalho.
    Participaram do Pijama Show, programa tradicional da rádio que vai ao ar de domingo à quinta e é comandada pelo carismático Everton Cunha, mais conhecido como Mr. Pi de Pijama, por causa do programa.
    Muito popular nas regiões onde a Rede Atlântida de rádios é transmitida, o programa fez uma entrevista genial com um raro Humberto Gessinger descontraído. Os três passam por assunto váriados contando histórias, e fazendo filosofia sobre o cotidiano, as relações humanas e a música.
    O Pouca Vogal é basicamente uma banda onde os dois tocam todos os instrumentos. O som é bom, folk, tem músicas próprias e também músicas conhecidas das duas bandas e os dois interagindo funciona muito bem.

    A seguir alguns dos trechos mais interessantes da entrevistas digitados por esta que vós escreve:
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    HG: nada de Engenheiros pro ano que vem. E o mais curioso é que ano que vem são os 25 anos dos Engenheiros. Provavelmente por ter nascido no dia 24 de dezembro eu nunca liguei muito pra esse negocio de aniversário. Isso deve ter vindo de quando eu descobri que aquelas arvores e aquelas luzinhas todas não eram por minhas causa…
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    HG: Eu acho que o ideal seria começar a comunicação pelo e-mail. Ai, milhões de anos depois inventar a fala. O telefone, que acabou de tocar agora, não deveria ser inventado nunca. Ou melhor, deveria ter sido inventado só um telefone para quando o homem foi a lua o Armstrong pode falar que a Terra é azul e mais nenhum telefone. O ideal seria a telepatia… imagina… a menina não precisaria se declarar, você já saberia antes. Em compensação a mentira provavelmente seria diferente…


    Duka: Assim como cada um fala de um jeito, tipo eu que falo rápido e gaguejo, será que se existisse a telepatia ela seria assim também? Acho que esse é o problema do e-mail, as letrinhas são todas iguais. E-mail escrito a mão seria o ideal!
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    Duka: as pessoas estão se relacionando demais, isso tá demais, tá virando uma suruba.
    HG: eu acho que as pessoas só deviam tocar onde conseguiam chegar à pé
    imgaina eu e o Duca indo tocar em Goiania daqui uns dias, iamos ter que sair no meio do ano…
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    HG: Por muito tempo eu fiz show sem falar um boa noite e achava isso normal. Achava que o fato de você estar curtindo o show estava bom…
    Sempre foi meio copo de leite, falar no meio do show. Meio que corta o barato. Mas eu sempre achei que entrevista no rádio, tipo assim, entrevista fosse um lugar para se falar.
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    Duka: se o show ficar muito parecido com o CD não tem porquê, a graça está em participar de um momento único… o cara vai lá pra ver algo diferente, pra ver a música ao vivo…
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    HG: acho que tem uma histeria da interatividade, onde todo mundo se acha um sujeito, isso é uma ilusão…
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    HG: O que eu sou:
    Primeiro Fã
    Segundo Goleiro
    Terceiro Tenista
    Quarto Músico
    Quinto Otário

    O que eu mais gosto de ser é fã… eu tenho os melhores idolos do mundo!
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    Duka: A música salva. Tem momentos na vida que a gente precisa de uma ajuda e ela tá na alavanca do J. B. (guitarrista que não consegui anotar o nome).

    Mr Pi: é impressionante como uma coisa assim que parece sem importancia podem mudar o seu mundo.

    HG: A gente vive em um mundo utilitarista onde tudo tem que ter um sentido, tinha que ser mais natural a gente sacar que as coisas que não tem utilidade são importantes também….
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    Pi: Acho que pior do que está em uma esquina, né tchê, é estar em um trevo de acesso… e um lado é pro centro o outro é pro bairro, e dai? Pra onde você quer ir?

    Duka: E eu acho que a gente só se sente vivo quando a gente precisa decidir algo na vida, você vai pro centro ou vai pro bairro? E acho que o PV é um pouco isso… a gente teve que decidir algo…

    Pi: Vocês se sentem mais na contramão ou a favor?

    Duka: eu acho que a gente está em um momento da vida em que está na minoria…

    Pi: Eu to falando do Duka, o Duka tá na contramão?

    Duka: eu acho que a gente tem que falar o que pensa, a gente não pode ter medo de estar na contramão, mas a gente também não pode ir por ir, tem que ir por algum motivo… eu acho que sou mais da contramão mas porque eu acho que o mundo tomou um rumo que eu não queria… é dessa coisa que o HG falou do que é importante na vida gente…

    Pi: e o HG?

    HG: eu sou um cara de classe média, de uma cidade classe média, eu não diria essa bravata de dizer que eu sou da contramão…

    Pi: se eu tivesse de olhar pros dois de fora, eu diria: o HG é da contramão e o Duka é mais tranquilo…

    HG: eu sou bem mais tradicional…

    HG: o meu problema é que eu quero concordar com quem eu estou falando… um dia eu fui a um programa do pessoal de Letras da UFRG e o tema era letra de música e poesia e eu não sabia a opinião deles, cheguei atrasado e canalhamente resolvi defender que letra de música não é poesia porque pensava que era isso que eles achavam… e não é que eles foram murchando… porque era o contrário…
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    HG: eu acho que tem que ter um pouco de formalismo, as pessoas tem uma presa de serem sinceras, eu tenho necessidade de concordar com as pessoas assim que as conheço. Eu acho que tem um tempo pra ser sincero, tipo uns seis meses, eu sinto falta da formalidade, de ligar o rádio e ouvir um locutor com voz de locutor, hoje está tudo tão casual…
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    HG: Você pode escrever um livro de 200 páginas, um hard disk inteiro com a tua vida, mas nada disso vai fazer sentido porque é necessário ver aquilo tudo em movimento…
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    HG: e não era disso que a gente tava falando…
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    HG: Tipo aquele cara que o que ele dizia pra ele era normal e para o cara que estava ouvindo uma ofensa. Isso acontece muito, a gente tem que se traduzir um pouco, porque não cabe a loucura de todo mundo na mesma tijela.
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    Pi: Eu acho que a sensação é o que mais une as pessoas.

    HG: A palavra sem duvida é o caminho mais comprido entre as pessoas.

    Pi: mas as vezes a palavra é necessária para despertar a mesma sensação que eu estou sentido no outro…
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    HG: Bah, um dia a gente entrou em umas piras de ficar discutindo e ai eu falei para o Duka vamos remar cara, que a ilha está ali, imagina se os caras que a gente admira, se o Jimi Hendrix tivessem ficado filosofando em vez de fazer música? Vamos remar, Duka, que a ilha está ali…
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    HG: Outro dia eu tava andando pra casa da minha irmã que é proxima da casa do Maltz onde a gente ia ensaiar quando eu era adolescente e ai era primavera e eu senti o cheiro e aquilo tudo, o olfato é um instinto mais primitivo, bah o que eu senti naquele momento… o cara escreveria paginas e paginas, uma biblioteca inteira que eu não teria saco de ler, mas que eu senti…
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    HG: Essa mania adolescente de Vampiro é na verdade a angustia da imortalidade, quando a gente é adolescente a gente pensa que é imortal, as pessoas pensam que essa mania é mais ligada ao terror, mas não é não, é a angustia da imortalidade. Ai você cresce e bah, acaba essa angustia da imortalidade, você descobre que é mortal, e ai vem a angustia da finitude.
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    PI: O Checo, capitão do Gremio, está indo embora, mas ele conta que uma coisa que ele não esquece foi quando foi no camarim do HG e ficou esperando no camarim com a mãe do Humberto. Ai ele perguntou se o HG não tinha feito nenhuma música pra ela. Ai ela respondeu, claro que sim. E ele perguntou, qual? E ela disse: “hey, mãe”
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    HG: meu sonho sempre foi tocar pra um publico que não conseguisse conhecer uma música minha inteira. Eu sempre quis tirar a música águas de março, mas nunca consegui, porque antes de chegar ao final eu já tinha feito outra música… Tem gente que consegue tirar música com facilidade, em compensação não consegue compor… Acho que um pouco por isso eu estou sempre mudando as músicas, porque ai o cara vai ter que encontrar o jeito dele de tocar… eu vejo aquela Love of my life do Mercury, o cara faz cover e canta até os gritinhos igual a ele…

    Fonte: Marcela Ortolan

Jornal do Almoço dia 10.12.2009 em Porto Alegre,




 Curtinho mas significativo!! Pouca Vogal, alegrando o almoço da gauchada!
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=89978&channel=45
Chegando a hora do lançamento do DVD mais CD...aliás nas lojas já..e comprar e "se largar" no prazer"! Bj